Vamos discutir a polêmica “Guerra de preços”?

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Olá a todos o texto abaixo não é de minha autoria, nem se refere diretamente ao mercado de entretenimento, mas podemos enxergar pontos em comum na prática de redução de preços seja de caches ou valores de locadoras , notem que essa prática não é saudável nem sustentável para qualquer mercado. Leiam e reflitam. Lazzaro

Ás vezes baxam tanto que o C# aparece…

Ela é uma das mais perigosas estratégias do varejo, principalmente no momento das liquidações. Pode ser até uma tática suicida, se não bem planejada, capaz de levar a empresa ao vermelho, principalmente quando o lojista reduz tanto as margens que chega ao ponto de fixar preços muito, muito abaixo do custo. Nessa guerra, ganham apenas os consumidores. Os lojistas só têm a perder. Entrar numa guerra de preços é ainda mais prejudicial para pequenos comerciantes com menor poder de barganha junto aos fornecedores.

Muitos lojistas se orientam pela participação de mercado apurada com base no faturamento ou na quantidade de peças vendidas, ou seja, simples dados quantitativos. Diante disso, aplaudem qualquer crescimento das vendas. Outros ficam felizes ao descobrir um pico no desempenho em vendas durante o período de liquidação. Mas como conseguem vender mais? Cortando preços. O perigo é esquecer que a manobra costuma arruinar a margem de lucro e pôr em risco o futuro do negócio, ou viciar o cliente com este comportamento de preços…

Guerra de preços ou liquidações existem geralmente quando uma loja ou rede de varejo começa a cortar preços para se desfazer de um grande estoque ou ganhar mercado para aproveitar mais sua capacidade de produção e distribuição. Como a concorrência responde? Com outro corte de preços. Depois que o processo começa, é muito difícil conseguir voltar a praticar os preços anteriores.

Mas isso não quer dizer que guerras de preços ou liquidações não tenham um lado positivo. O importante é saber que para vender por menos, é preciso que toda produção, administração, distribuição e cadeia de fornecedores estejam orientadas para o baixo custo e que essa missão esteja incorporada no dna da marca. Esse arranjo é possível nas empresas que foram estruturadas, já na sua origem, para operar com custos tão reduzidos.

Entretanto se a marca de varejo é inovadora, premium ou pertence a um nicho diferencial de mercado, provavelmente não deve cair nas armadilhas da guerra dos preços.

Por último vale lembrar que design, qualidade do produto e seus benefícios, bons serviços e atendimento com excelência, pesam muito mais que preço na decisão do cliente.

Fonte: Cronicas do Varejo Tumblr