A Culpa é sua…

Na ultima semana um texto tem bombado nas redes sociais e me foi enviado pelo Kalunga “Carlos  Branco” que resume friamente a nossa realidade , e o mais contundente foi escrito por um americano que escolheu morar no Brasil.

Neste ponto os leitores vão se perguntar , o que isso tem haver com AUDIO , tudo a economia e a postura social das pessoas determinam como o mercado do entretenimento se comporta , e sinceramente as coisas estão de mal a pior, e algo precisa ser feito por TODOS.   Boa Leitura e reflitam sobre o conteúdo do texto:

UMA CARTA ABERTA AO BRASIL , por Mark Manson

Querido Brasil,

O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.

Assim como vários outros gringos, eu também vim para cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.

Não é segredo para ninguém que você está passando por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.

Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”

No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros brasileiros.

Então aí vai: é você.

Você é o problema.

Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.

Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.

O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.

O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.

Quer um exemplo?

Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.

No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?

A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo? Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?

Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.

Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.

Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas.

Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.

Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.

É curioso ver que quando um brasileiro prejudica outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.

Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra característica particular da sua cultura.

Algumas semanas atrás, eu e minha noiva viajamos para um famoso vilarejo no nordeste. Chegando lá, as praias não eram bonitas como imaginávamos e ainda estavam sujas. Um dos pontos turísticos mais famosos era uma pedra que de perto não tinha nada demais. Foi decepcionante.

Quando contamos para as pessoas sobre a nossa percepção, algumas delas imediatamente disseram: “Ah, pelo menos você pode ver e tirar algumas fotos nos pontos turísticos, né?”

Parece uma frase inocente, mas ela ilustra bem essa questão da vaidade: as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as aparências do que com quem eles realmente são.

É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.

Isso explica porque os brasileiros ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife ou uma jóia do que deveriam, ou contratam empregadas e babás para fazerem um trabalho que poderia ser feito por eles. É uma forma de se sentirem especiais e parecerem mais ricos. Também é por isso que brasileiros pagam tudo parcelado. Porque eles querem sentir e mostrar que eles podem ter aquela super TV mesmo quando, na realidade, eles não tenham dinheiro para pagar. No fim das contas, esse é o motivo pelo qual um brasileiro que nasceu pobre e sem oportunidades está disposto a matar por causa de uma motocicleta ou sequestrar alguém por algumas centenas de Reais. Eles também querem parecer bem sucedidos, mesmo que não contribuam com a sociedade para merecer isso.

Muitos gringos acham os brasileiros preguiçosos. Eu não concordo. Pelo contrário, os brasileiros tem mais energia do que muita gente em outros lugares do mundo (vide: Carnaval).

O problema é que muitos focam grande parte da sua energia em vaidade em vez de produtividade. A sensação que se tem é que é mais importante parecer popular ou glamouroso do que fazer algo relevante que traga isso como consequência. É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem sucedido de fato.

Vaidade não traz felicidade. Vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade. Parece legal vista de fora, mas não é real e definitivamente não dura muito.

Se você precisa pagar por algo muito mais caro do que deveria custar para se sentir especial, então você não é especial. Se você precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido. Pode acreditar, os atalhos não funcionam aqui.

E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indiretamente só para não gerar confronto.

Por aqui, se alguém está 1h atrasado, todo mundo fica esperando essa pessoa chegar para sair. Se alguém decide ir embora e não esperar, é visto como cuzão. Se alguém na família é irresponsável e fica cheio de dívidas, é meio que esperado que outros membros da família com mais dinheiro ajudem a pessoa a se recuperar. Se alguém num grupo de amigos não quer fazer uma coisa específica, é esperado que todo mundo mude os planos para não deixar esse amigo chateado. Se em uma viagem em grupo alguém decide fazer algo sozinho, este é considerado egoísta.

É sempre mais fácil não confrontar e ser boa praça. Só que onde não existe confronto, não existe progresso.

Como um gringo que geralmente não liga a mínima sobre o que as pessoas pensam de mim, eu acho muito difícil não enxergar tudo isso como uma forma de desrespeito e auto-sabotagem. Em diversas circunstâncias eu acabo assistindo os brasileiros recompensarem as “vítimas” e punirem àqueles que são independentes e bem resolvidos.

Por um lado, quando você recompensa uma pessoa que falhou ou está fazendo algo errado, você está dando a ela um incentivo para nunca precisar melhorar. Na verdade, você faz com que ela fique sempre contando com a boa vontade de alguém em vez de ensina-la a ser responsável.

Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e a inovação que esse país tanto precisa. Você impede que o país saia dessa merda que está e cria ainda mais espaço para líderes medíocres e manipuladores se prolongarem no poder.

E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.

As vezes, a melhor coisa que você pode fazer por um amigo que está sempre atrasado é ir embora sem ele. Isso vai fazer com que ele aprenda a gerenciar o próprio tempo e respeitar o tempo dos outros.

Outras vezes, a melhor coisa que você pode fazer com alguém que gastou mais do que devia e se enfiou em dívidas é deixar que ele fique desesperado por um tempo. Esse é o único jeito que fará com que ele aprenda a ser mais responsável com dinheiro no futuro.

Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até porque eu não sei. E deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA).

Só que em breve, Brasil, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um.

E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.

E também porque eu tenho uma má notícia: não vai melhorar tão cedo.

Talvez você já saiba disso, mas se não sabe, eu vou ser aquele que vai te dizer: as coisas não vão melhorar nessa década.

O seu governo não vai conseguir pagar todas as dívidas que ele fez a não ser que mude toda a sua constituição. Os grandes negócios do país pegaram dinheiro demais emprestado quando o dólar estava baixo, lá em 2008-2010 e agora não vão conseguir pagar já que as dívidas dobraram de tamanho. Muitos vão falir por causa disso nos próximos anos e isso vai piorar a crise.

O preço das commodities estão extremamente baixos e não apresentam nenhum sinal de aumento num futuro próximo, isso significa menos dinheiro entrando no país. Sua população não é do tipo que poupa e sim, que se endivida. As taxas de desemprego estão aumentando, assim como os impostos que estrangulam a produtividade da classe trabalhadora.

Você está ferrado. Você pode tirar a Dilma de lá, ou todo o PT. Pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar. Os erros já foram cometidos anos atrás e agora você vai ter que viver com isso por um tempo.

Se prepare para, no mínimo, 5-10 anos de oportunidades perdidas. Se você é um jovem brasileiro, muito do que você cresceu esperando que fosse conquistar, não vai mais estar disponível. Se você é um adulto nos seus 30 ou 40, os melhores anos da economia já fazem parte do seu passado. Se você tem mais de 50, bem, você já viu esse filme antes, não viu?

É a mesma velha história, só muda a década. A democracia não resolveu o problema. Uma moeda forte não resolveu o problema. Tirar milhares de pessoa da pobreza não resolveu o problema. O problema persiste. E persiste porque ele está na mentalidade das pessoas.

O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo.

Ao contrario de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma.

Você precisa escolher ver as coisas de um jeito novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus.

Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.

Você tem uma alegria que é rara e especial, Brasil. Foi isso que me atraiu em você muitos anos atrás e que me faz sempre voltar. Eu só espero que um dia essa alegria tenha a sociedade que merece.

Seu amigo,

Mark

Traduzido por Fernanda Neute
Texto origimal publicado em  http://markmanson.net/brazil_pt

Como cobrar por seu produto / serviço.

Prestação de serviço em sonorização, iluminação, estruturas e serviços em geral em eventos, você está calculando certo o valor que você cobra?
 Bem ontem no Shopping com minha esposa me deparei com um valor de serviço e questionei, e a bem da verdade fui EU que acabei tomando uma aula de administração do prestador de serviço, e esta serve para NÓS ditos profissionais que prestamos serviços técnicos de Sonorização, iluminação, estruturas e outros em eventos.

A situação em si  me remeteu há anos atrás no Rio de Janeiro a uma palestra ministrada pelo empresário Carioca Guilherme da AS Sonorizações, sobre a nossa falta de critérios em definir custos operacionais, saber realmente colocar valor de um serviço calculando gastos e assim termos lucro.
Já não suporto mais ouvir como justificativa:  “O Preço de mercado é este”, frase recorrente dita pelos contratantes. O prestador aceita o tal “Preço de Mercado”  e  mesmo criticando os outros que fazem o mesmo mas não se posiciona para retrucar a situação, a coisa toda vira um circulo vicioso que o culpado é sempre o OUTRO.
Acredito que uma grande maioria de prestadores de serviços não tem noção que eles também são parte integrante e ativa deste mercado.
Ouço todos os tipos de valores sem nenhum critério de custos. O que falta a nós donos de empresas prestadoras de serviço e técnicos em geral, é a conscientização sobre quanto realmente valem os nossos serviços e diferenciais que cada um tem.
Não estou aqui tentando colocar valores no trabalho de ninguém, mas apenas tentando conscientizar com a realidade de custos e ganhos REAIS  por serviço prestado,o que realmente faz influenciar o tal valor cobrado: a importância do evento (isto em regra é normal), a qualidade dos equipamentos em si, e inúmeros outros fatores.
Mas como chegar ao valor da prestação de serviços se não souber realmente os nossos custos, sem estes critérios jamais saberemos se nosso preço de serviço está adequado e que margens poderão trabalhar realmente.

Na época Guilherme citou que “Tirando o lucro tudo é custo”, simples assim rsrs.

Devemos definir claramente quais são os nossos custos:
Custos: Retirada pró-labore, deslocamentos, gasolina, pedágio, estacionamento, manutenção etc.
No Caso dos prestadores de serviços técnicos:
Custos Fixos ( Aluguel , Telefone , Contas Fixas etc…)

Devemos aplicar e estabelecer um custo unitário ou uma base para o orçamento geral. Pois já saímos com algumas receitas impostas pelo “Mercado”, custos e impostos. Temos que ter consciência de nosso ponto de equilíbrio, aquele valor quando o lucro é zero.
Nós prestadores de serviços de sonorização e iluminação temos três itens principais que ocorrem quando vendemos nossos serviços e realizamos.
Valeu Guilherme (AS), jamais esqueci e agora ao buscar as anotações elucidou mais ainda e eu sendo proprietário de uma prestadora de serviços de Representações, Consultorias, sonorização, Iluminação, estruturas e mão de obra qualificada.
A) Cálculo de Despesas Diretas de Vendas (DDV). Só ocorrem quando se vende o serviço:
1. Impostos sobre Serviços (ISS), aplicados diretamente sobre a nota fiscal (caso não seja optante pelo Simples).
2. Transporte dos equipamentos (Frete mesmo próprio).
3. Mão de Obra de Operadores, Técnicos, Auxiliares técnicos e outros.
4. Despesas de alimentação.
5. Despesa de estadia.
6. Despesas de produtos não duráveis como Pilhas, baterias etc.

B) Cálculo de Despesas Fixas (DF). Decorre de sua necessidade dentro da realidade, podendo se alterar em algum intervalo de tempo.
1. Aluguel (mesmo que imóvel próprio).
2. Energia Elétrica.
3. Água.
4. Gás.
5. Telefones.
6. Contador.
7. Salários com todos os encargos sociais como: Férias, 13º Salário, Auxílios doença/maternidade, entre outros.
8. Publicidades, qualquer tipo de Mídia paga.
9. Manutenção dos equipamentos: Materiais substituídos, mão de obra.
10. Conservação e artigos de Limpeza.
11. Material de Escritório.
12. Despesas anuais: Seguros, Taxas, IPVA, IPTU, Registros, CREA etc.
13. Pró Labore (Salários dos proprietários).
14. Outros aqueles itens identificáveis de custo relativo à atividade.
C) Depreciação e Amortização, despesas de capital (DC).
Acredito pelo que ouvi na época ser este um item dos mais perigosos dos itens geradores de custo.
Se pararmos e raciocinarmos verá que é muito simples, quando aplicamos algum dinheiro em uma caderneta de poupança, esta nos dará algum rendimento (?% ao mês). Assim todo final de mês terei meu capital de volta e reajustado. Bem acredito que deve ser exatamente assim mesmo para analise de nosso “Equipamento/Capital”, só que com um agravante, esse equipamento sofre depreciação, por uso, por redução da vida útil e ou por surgimento de um modelo mais atual tecnologicamente.
Com tudo isso caso não viermos a pensar assim, estaremos caminhando para o sucateamento. Outro ponto importante é conseguirmos capital emprestado a algum investidor, pai, Tio, Irmão, e outros. Este é o conceito de depreciação. Quando o lucro é igual a “ZERO”, a receita é suficiente para cobrir os custos, isto é o ponto de equilíbrio.
Formula de Custo Unitário:

PV = LUCRO + DDV + DF + DC
PV = Preço de Venda / Serviço
D) Determinação do Custo: Faça sempre os seguintes levantamentos de dados.
1. Despesas Diretas de Venda/Serviço: Estabeleça como você opera isto é as suas despesas médias em percentuais sobre seu preço de venda.
2. Despesas Fixas: Proceda da mesma maneira, analise cada item e não se esqueça dos itens de custo.
3. DepreCiação /Amortização: Façam um levantamento minucioso de tudo o que se tem investido em equipamentos. Estabeleça um preço real de mercado para seus equipamentos usados, condizente com sua idade e uso.
Formula de Orçamento:
Receita = LUCRO + DDV + DF + DC

Será que estamos fazendo isso direito?

Saiba mais…
 Quanto cobrar pelos serviços profissionais liberais e autônomos?

Fernando José P. Lopes.
Consultor Técnico e representações e sócio proprietário da Master db Sound.
O autor deste texto gentilmente permitiu que ele fosse publicado neste blog

Vamos discutir a polêmica “Guerra de preços”?

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Olá a todos o texto abaixo não é de minha autoria, nem se refere diretamente ao mercado de entretenimento, mas podemos enxergar pontos em comum na prática de redução de preços seja de caches ou valores de locadoras , notem que essa prática não é saudável nem sustentável para qualquer mercado. Leiam e reflitam. Lazzaro

Ás vezes baxam tanto que o C# aparece…

Ela é uma das mais perigosas estratégias do varejo, principalmente no momento das liquidações. Pode ser até uma tática suicida, se não bem planejada, capaz de levar a empresa ao vermelho, principalmente quando o lojista reduz tanto as margens que chega ao ponto de fixar preços muito, muito abaixo do custo. Nessa guerra, ganham apenas os consumidores. Os lojistas só têm a perder. Entrar numa guerra de preços é ainda mais prejudicial para pequenos comerciantes com menor poder de barganha junto aos fornecedores.

Muitos lojistas se orientam pela participação de mercado apurada com base no faturamento ou na quantidade de peças vendidas, ou seja, simples dados quantitativos. Diante disso, aplaudem qualquer crescimento das vendas. Outros ficam felizes ao descobrir um pico no desempenho em vendas durante o período de liquidação. Mas como conseguem vender mais? Cortando preços. O perigo é esquecer que a manobra costuma arruinar a margem de lucro e pôr em risco o futuro do negócio, ou viciar o cliente com este comportamento de preços…

Guerra de preços ou liquidações existem geralmente quando uma loja ou rede de varejo começa a cortar preços para se desfazer de um grande estoque ou ganhar mercado para aproveitar mais sua capacidade de produção e distribuição. Como a concorrência responde? Com outro corte de preços. Depois que o processo começa, é muito difícil conseguir voltar a praticar os preços anteriores.

Mas isso não quer dizer que guerras de preços ou liquidações não tenham um lado positivo. O importante é saber que para vender por menos, é preciso que toda produção, administração, distribuição e cadeia de fornecedores estejam orientadas para o baixo custo e que essa missão esteja incorporada no dna da marca. Esse arranjo é possível nas empresas que foram estruturadas, já na sua origem, para operar com custos tão reduzidos.

Entretanto se a marca de varejo é inovadora, premium ou pertence a um nicho diferencial de mercado, provavelmente não deve cair nas armadilhas da guerra dos preços.

Por último vale lembrar que design, qualidade do produto e seus benefícios, bons serviços e atendimento com excelência, pesam muito mais que preço na decisão do cliente.

Fonte: Cronicas do Varejo Tumblr

Uma virgula muda tudo ….

No Backstage não poderia ser diferente uma virgula pode ajudar ou complicar sua vida veja os exemplos abaixo:
Vírgula pode ser uma boa noticia … ou não.
- Não, espere que seu equipamento vai chegar a tempo.
- Não espere que seu equipamento vai chegar a tempo

Ela pode sumir com seu CACHÈ..
- R$ 1230,40
- R$ 123,04

Ela pode mudar completamente o conceito sobre você.
- Isso só, ele resolve.
- Isso só ele resolve.

Ela pode fazer com que o SHOW seja cancelado.
- Não, vamos cancelar, nada foi resolvido.
- Não vamos cancelar nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião. Principalmente se for a do Chefe.
- Não queremos saber.
- Não, queremos saber.

Uma vírgula pode ser uma segunda chance…, ou não.
- Não, tenho outra saída .
- Não tenho outra saída.

Uma vírgula pode mudar tudo numa reunião de planejamento.
-
Já que todos são contra eu não sou a favor.
-
Já que todos são contra, eu não, sou a favor.

Uma vírgula pode mostrar seu descontentamento com o acertado.
- Aceito, obrigado.
- Aceito obrigado.

Uma vírgula pode ser ameaça…, ou não.
- Comigo não, tem problema.
- Comigo não tem problema.

Depois dos exemplos acima cuidado ao escrever no WhatsApp pois se o uso de acentos já não e comum que dirá pontuação. Lembrem-se: Uma vírgula muda tudo.

Obrigado ao Igo Koch pela ideia.

Texto baseado em diversos posts sobre este assunto disponíveis na internet

Qualquer coisa tá massa?

 Todos os dias vemos discussões nas redes sociais sobre o que está errado no mercado do entretenimento , vemos diversas soluções sugeridas e nada muda. Hoje quero falar sobre uma parte dos vários problemas que ocorrem em nossa classe.

Agradeço quem chegou até este paragrafo, normalmente as pessoas desistem de longos textos antes mesmo do segundo parágrafo e para você que é inteligente, recomendo a leitura de outros textos que foram publicados aqui e que completam por demais este conteúdo:

- Feliz Ano Novo
- Eu não gosto de café
- Valores
- Seu caché – Como calcular e cobrar
- Especialização
- Sete hábitos que podem arruinar a sua carreira no Áudio
- Efeito Siri na Lata

Hoje quero focar na hipocrisia da prostituição. Muito se reclama daquele que está passando por NECESSIDADES e esquece que não é este o maior motivador da prostituição. Sobre passar por necessidades, é um outro assunto que desejo abordar em uma outra publicação, para não poluir por demais esta.

Temos um problema cultural sério, preferimos colocar a culpa em quem evidentemente está agindo fora dos padrões, que assumir os próprios erros. É mais fácil responder culpando alguém que aceitar estar errado.

 Falando sério, quem induz a CORRUPÇÂO do mercado somos nós, mesmo que não estejamos passando por necessidades e aceitamos a situação do titulo  “qualquer coisa tá massa”. Numa situação ideal as contas do mês já estão pagas , temos comida dentro de casa, não estamos SOBREVIVENDO de áudio e sim vivendo dele.

Pior ainda, é quando estamos presos a uma corrente de garantias, seja por salário, quantidade de eventos ou uma bela cartela de clientes, neste caso, é mais medíocre ainda o pensamento de “qualquer coisa” vale pra completar a renda mensal. Esta mentalidade podre de que já se está com a semana, mês ou ano garantido, de que “qualquer coisa” que entra é lucro, é uma tremenda burrice.

Se pensarmos bem, estamos acabando com o pouco respeito que tentamos conseguir como profissionais, deteriorando nosso nome ( que é a sua MARCA pessoal ), colocando literalmente um letreiro no pescoço: TRABALHO POR QUALQUER VALOR.

A partir da ideia de que “qualquer coisa” e o seu valor , você nunca se imporá no mercado , e isto fara com que você nunca receba um convite ou proposta de trabalho baseado no seu valor pessoal e sim pela média arbitrada pelo mercado. Por este motivo, tanto se valoriza o bife no prato alheio. Principalmente daqueles que conseguem pagas um pouco melhores da média do mercado.

Preste atenção, pelo conforto de ter as contas garantidas, e fazer freelas com valores sem critérios geralmente tem dois desdobramentos negativos:  O primeiro o seu patrão poderá ficar sabendo que voçe esta operando com cachés mais baixos que aquele pago por ele, e  entender que esta pagando muito pelos seus serviços.
O segundo este mesmo empregador lhe troca por outro prestador de serviço que tambem opera por ( qualquer coisa ) e voçe de volta ao mercado passa a receber um “qualquer coisa” ainda menor. Resumindo a situação toda gerou uma espiral negativa que leva sempre o custo da mão de obra para baixo.

Outro erro clássico e aceitar executar serviços EXTRAS por valores adicionais ou mesmo como diferencial para agradar ao seu contratante. Sinceramente e melhor trabalhar de graça pois além de receber pouco voçe ainda esta tirando a oportunidade de trabalho de outro profissional. Coisas como fazer PA e Monitor , Mixar o show e gravar multipistas e etc.. Atitudes como essa mudam a planilha de custos do seu contratante e para ele toda economia é válida. Pense bem ao aceitar um cafezinho por acumular funções.

Há  três anos que escrevi um texto que perguntava: Por quê é tão difícil falar de valores em nossa classe ( se voce for membro do GIGPLACE CLIQUE AQUI para ler ). Os poucos que comentaram me fizeram refletir bastante em entender que estou no caminho certo em achar que o problema maior não é com quem está em necessidade e sim com a falta de valorização.

A pouco dias  Lazzaro fez um comentário no Whatsapp:” E incrível,  como, em tempos de internet, onde estamos facilmente conectados uns com os outros, ainda temos dificuldades em arbitrar nosso valor. Ele ainda adicionou este link ACESSE AQUI , do Datafolha, com a precificação mínima para vários serviços de outras classes profissionais . O que me faz lembrar de seu comentário na publicação, do Gigplace, dizendo que nosso problema em falar de valores é por questão de desunião. Ao mesmo tempo que preferimos não comentar sobre o assunto, com medo (vergonha) de ser recriminado pela diferença (muitas vezes regional cultural), não falamos com receio de abrir oportunidade para outro oferecer por valor mais barato.

Todos os dias movimentos no sentido de sermos organizados e seguirmos um código de conduta padronizado, caem por terra, quando será que iremos acordar para nossos erros, Por quanto tempo mais nos iremos nos acomodar aos problemas, desistindo de lutar por uma unidade e organização da nos profissão. Se continuarmos desse jeito qual o futuro que nos aguarda ?

Foi assim com ABPAudio, foi assim com as Ligas e está sendo assim com as Reuniões  Técnicas (Segundas, Terças…). Quando é um dia de demonstração de produto o evento lota,mas quando o assunto e sério como cachés , discussão de posturas éticas poucos comparecem , ou seja se não existe conversa sobre posturas e condutas nada irá mudar.
Somente dizer que apoia uma ideia e não colocar ela na vida pratica do dia a dia , você é um colaborador para matar essa ideia.

Vejam o caso do Micro Empreendedor Individual, que em Dezembro próximo completará 03 anos mostra que juntos conseguimos mudar as coisas LEIA AQUI e saiba mais. Hoje já contamos com 9227 profissionais recebendo os beneficios inerentes de ser um Empreendedor Individual. E pasmem, conseguiram estragar nossas conquista também.
A cultura do “qualquer coisa” também contaminou esta iniciativa. Por “qualquer coisa” estão concordando em abrir mão dos direitos como trabalhador e sendo prejudicados pela Pejotização. Entenda o que é Pejotização CLIQUE AQUI  , sem falar do Registro Profissional, o que deveríamos enxergar como um dispositivo SÉRIO de separação ( niveis de experiencia do tipo ESTUDANTE, JUNIOR,SENIOR, MASTER  como e feito nas entidades reguladoras das classes profissionais como o  CREA, CRM, CRN, OAB, OMB…, acaba sendo motivo de chacota.

Acabei me desviando do foco da problemática apresentada. Voltando ao assunto inicial , acho que nosso futuro depende de nossas atitudes hoje. Finalizando, gostaria muito de ler comentários com indicações de como REALMENTE podemos corrigir tudo isto.

Tiago Borges

O efeito Siri na Lata

Siri na Lata

Já dizia o sábio Nelson Rodrigues: O Brasileiro sofre do COMPLEXO DE VIRA-LATA. No seu íntimo o brasileiro se acha o cocô do cavalo do bandido. Isso em qualquer área, o brasileiro médio já começa achando que vai perder. Vejam a copa do mundo, poucos se empolgaram previamente, depois rolou uma sensação de que se ganhássemos seria conchavo ou roubo, já que somos muito bom fazendo essas coisas.

Veja só a linha de raciocínio que rege o subconsciente do brasileiro. Fomos descoberto por acaso, pois Cabral estava indo para as índias para fazer comprinhas e esbarrou nas costas brasileiras, provavelmente porque o seu GPS estava desatualizado. Pra não deixar as terras sem representantes portugueses, o Rei enviou para a nova colônia recém-descoberta: os ladrões, exilados políticos, loucos e doentes. Um belo começo.
Nos livramos dos portugas depois de lutas com sangue nos olhos ( será mesmo ??? ). E iniciamos um amor platônico pelo USA e pra completar temos rixa com os argentinos que por proximidade teríamos muito mais afinidades mas deixa quieto. Deve ser porque mesmo todo melado de dejetos de vira lata , o argentino sempre será o melhor e andará de queixo erguido. Mas como sempre na psiquiatria, traumas nunca andam sozinhos e sendo assim.
Para as coisas ficarem ainda piores temos o efeito colateral do Complexo de Vira-Latas, o tal efeito “ Siri na Lata “ para quem nunca conviveu com esse crustáceo muito apreciado nas praias do nordeste, o mesmo é caçado vivo no mangue, amarrados juntos com os pobres colegas numa cordinha, e chegam a cozinha, na sua maioria vivos, e são colocados numa grande lata ou panela na qual fazem muito barulho mas não conseguem se organizar para fugir da prisão ( a lata ) e morrem todos com um banho de água fervente.
Neste ponto quem achou/percebeu analogias diretas com a política nacional e os mais focados com o nosso mercado de entretenimento, estes ainda tem salvação.
O mercado de entretenimento também sofre do efeito “Siri na Lata” todos sabem onde estão os problemas e até mesmo as soluções, mas não conseguem se mobilizar como grupo/classe para resolver os problemas. Nós, brasileiros, ainda precisamos de um herói, um salvador da pátria que indique caminhos que nos lidere, entretanto no momento que algo der errado, o herói vira mártir em dois tempos. Resumindo, alguém tem que tomar a iniciativa mas esse alguém nunca é você. Essa preguiça leva a busca de formatos prontos ‘CENAS’, que impede o crescimento, as mudanças. E por outro lado permite sermos manipulados das mais diversas formas, muitas vezes intimamente contesto a legitimidade de CERTOS movimentos espontâneos que surgem por aí, e em outros momentos algumas iniciativas REAIS são destruídas por EGOS e interesses individuais.

Porém AINDA podemos fazer algo antes da ÁGUA QUENTE cair na LATA…

http://youtu.be/tVRSGkWEpQo

Obrigado a João Santana pela revisão

Profissionalismo? E os Direitos e Deveres?

 

Venho há muito tempo acompanhando a movimentação do nosso meio pela internet, principalmente no FACEBOOK® – um misto de descontentamento, tentativas de organização e movimentos pulando pela internet – mas é preciso que isso tudo se norteie, senão como toda empolgação, não vai dar em nada!
O brasileiro, em geral, não gosta muito das coisas organizadas. Isso já remonta de nossos antepassados. Brincando um pouco parecemos usando o regionalismo “siris na lata”, fazemos muito barulho, mas vamos morrer na panela.

Neste texto, vou tentar pontuar algumas informações para dar mais “pano para manga” nas discussões de internet e dos grupos que estão se multiplicando pelo Brasil a fora. Espero que essas informações gerem frutos que vão além das discussões e migrem para aplicações no dia a dia.

Contrato individual de trabalho
Segundo o artigo 443 da CLT: “O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. Saiba mais aqui.

 Conceito de Prestador de Serviço Autônomo:
- É considerado trabalhador autônomo a PESSOA FÍSICA que exerce por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. (Lei 8212/91 – artigo 12, inciso V, alínea “h”)
- O prestador de serviços autônomos assume os riscos de sua atividade.
- Sua natureza de trabalho tem caráter de não subordinação em relação à parte contratante, podendo exercer livremente suas atividades nos horários que lhe convier ou nos moldes de seu contrato. Porém na vida tudo são Direitos e Deveres. Para você cobrar direitos você precisa exercer sua função com excelência (os deveres).

 Responsabilidade civil é a obrigação de reparar o dano que uma pessoa causa a outrem.
Em direito, a teoria da responsabilidade civil procura determinar em que condições uma pessoa pode ser considerada responsável pelo dano sofrido por outra pessoa e em que medida está obrigada a repará-lo. A reparação do dano é feita por meio da indenização, que é quase sempre pecuniária. O dano pode ser à integridade física, à honra ou aos bens de uma pessoa. Saiba mais …

 Lei das Contravenções Penais – DL-003.688-1941
Parte Especial / Capítulo VIDas Contravenções Relativas à Organização do Trabalho – Exercício Ilegal de Profissão ou Atividade
Art. 47 - Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa.

<< Caminhos e Soluções: >>

AssociaçãoSegundo o artigo 53 do Código Civil Brasileiro:

constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos”. Assim, quando regularmente registrada e constituída, a associação é uma espécie de pessoa jurídica na qual não há finalidade econômica. Ou seja, é formada por pessoas naturais (ou físicas como denominadas na área tributária) que têm objetivos comuns, exceto o de auferir lucro através da pessoa jurídica. Por exemplo, no Brasil, as organizações não governamentais (ONGs) são, do ponto de vista legal, associações. Portanto, há grande diferença entre associação e sociedade, pois nas sociedades (com exceção das cooperativas que têm regras específicas e diferenciadas) a principal finalidade é a obtenção de lucro.

Saiba mais aqui.

Sindicato é uma agremiação fundada para a defesa comum dos interesses de seus aderentes. Os tipos mais comuns de sindicatos são os representantes de categorias profissionais, conhecidos como sindicatos laborais ou de trabalhadores, e de classes econômicas, conhecidos como sindicatos patronais ou empresariais. Saiba mais …

Algumas profissões, até mais novas do que a nossa, já se organizaram pelo menos no papel, ei-las: SINDECS, ABRAWEB e ABRADI.
 Então caros leitores, está na hora de sair da lata ou mesmo chutar o balde, mas para isso precisamos de comprometimento e responsabilidade.
Só reclamar não adianta nada, afinal estamos todos reclamando para QUEM ou de QUEM? Somos responsáveis pelo que fazemos ou pelo que deixamos de fazer?
Boas discussões e tomara que pelo menos uma delas saia do papel ou da tela do computador!

 Grande abraço!

Colaboraram na revisão deste texto Mauricio Pinto e Fernando Gundlach

O que é DRT? Por que preciso dele? Como “tirar” ?

O que é DRT?
DRT significa Delegacia Regional do Trabalho. É errado dizer: “quero tirar a (ou tenho) DRT!”. O correto seria dizer que você quer (ou tem) um registro profissional.
“Ter” um DRT, como a maioria diz, significa ser registrado profissionalmente, ter sua profissão regulamentada na sua carteira de trabalho. Resumindo: teoricamente, se você “tem” um DRT, significa que você é profissional habilitado a exercer uma função técnica.

Por que preciso do DRT?
Pela Lei 6.533 de 1978, que regulamenta a profissão de artistas e técnicos, somente profissionais com este registro podem ser contratados para trabalhar em TV, cinema, teatro ou publicidade. No mercado do Show Business ainda se permite que profissionais sem registro trabalhem, mas em breve esta realidade vai mudar. Na verdade, caso não “tenha” o DRT, o técnico não pode ser contratado para nenhum trabalho como profissional.

Como “tirar” o DRT?
Em primeiro lugar, para tirar seu registro profissional você precisa saber o que é SATED.
O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão, SATED está presente na maioria dos estados brasileiros e tem o objetivo de representar os artistas e técnicos de cada região. É ele o responsável por conceder o registro profissional aos atores, manequins, técnicos no Brasil e encaminhá-los a Delegacia Regional de Trabalho.
Lista de Sateds por estado CLIQUE AQUI

Continuando sobre o DRT…
Segundo a Lei existem duas formas de obter o DRT:
I – diploma ou certificado correspondente às habilitações operador ou técnico de áudio reconhecidas na forma da Lei; ou
II – atestado de capacitação profissional fornecido pelo Sindicato representativo das categorias profissionais e, subsidiariamente, pela Federação respectiva.
Resumindo: você precisa ter uma carga horária mínima de 200 horas em cursos técnicos em escolas reconhecidas pelo MEC ou pelo SATED do seu estado.
Também existe a possibilidade de reconhecer seu trabalho provando ao SATED que você participou efetivamente, como técnico em projetos e trabalhos no teatro, cinema, TV, comerciais, shows eventos… Esta forma de dar entrada no seu registro profissional pode variar de SATED para SATED e, em alguns casos, além da comprovação dos trabalhos, é exigida uma prova prática diante de uma banca examinadora. Após aprovação do SATED, ele lhe dará certidão que lhe permite dar a entrada na Delegacia Regional do Trabalho no seu registro.

Operador de Áudio, Técnico de Áudio ou Sonoplasta, Eis a Questão ?
Ao fazer o registro profissional lhe perguntam se você é operador, técnico de áudio ou sonoplasta? Qual a diferença entre os três?
Lembrando que a lei que rege a nossa profissão é a Lei 6.533   do ano de 1978. De lá para cá o mercado de áudio evoluiu muito e sugiram inúmeras novas funções e nomenclaturas:
- “Operador de Som”, “operador de sonorização” ou “operador de áudio” para quem trabalha cuidando da operação de um sistema de equipamentos de som, inclusive nas igrejas.
- “Técnico de Som”, “técnico de sonorização” ou “técnico de áudio” para quem, além de trabalhar cuidando de sistemas de sonorização, também faz manutenções nesse sistema (soldas, conserto de equipamentos, pequenos projetos, etc). Muitas vezes é usado como sinônimo de “Operador”, mas na verdade o técnico faz mais que o operador.
- “Sonoplasta” deve ser usado para quem trabalha com áudio de teatro, cinema ou televisão, editando as trilhas sonoras de filmes ou programas, inserindo efeitos especiais, etc;
Atualmente, somente essas três opções são reconhecidas pelo SATED. A inserção de novas subdivisões como: Técnico de PA, Monitor, Gerente de sistema etc …  é um processo que envolve a inscrição das novas ocupação na CBO - Classificação Brasileira de Ocupações e que deve levar mais tempo.

Qual a documentação necessária para tirar o Registro Profissional?
- Curriculum com dados profissionais e pessoais
Ex: Nome completo, Nome Artístico, Endereço Residencial, Telefone de Contato, E-mail, Filiação, RG, CPF, CTPS – Carteira de Trabalho, Escolaridade.
Xerox de: Comprovante de Escolaridade, Certificados de Cursos na Área (Carga mínima de 200 horas/aula), comprovante de trabalhos em que participou na função que está requerendo o registro (Recortes de Jornal/Revistas, Contratos, Recibos, Certificados). Todos devem conter o nome do proponente e data do evento, também deve ser anexado xerox de frente e verso da RG, CPF e Carteira de Trabalho.

Quanto custa para ter o Registro Profissional (Valores para 2014)
Inscrição                                       R$    15,00
Atestado de Capacitação           R$   135,00
Contribuição Sindical *                R$     50,00
Total:    R$ 200,00

O tempo de deferimento do atestado de capacitação depois da entrega de toda documentação CORRETA e pagamento das taxas é de 72 Horas, apos feito isso pode se requer o registro na Delegacia Regional do Trabalho.

* Contribuição Sindical
Um detalhe muito importante principalmente para Autônomos/FreeLancers, mesmo que muitos do meio técnico não se preocupem com a aposentadoria, essa é uma boa dica:
Após o registro profissional se torna OBRIGATÓRIO o pagamento anual da contribuição sindical. O pagamento desta contribuição não significa que você esteja sindicalizado. Você se sindicaliza se quiser, é opcional o seu vínculo a qualquer sindicato. A taxa que você paga anualmente irá para o sindicato que irá anotar anualmente o registro de que você naquele ano exerceu a função a que foi registrado. Essa informação irá contar para seu tempo de aposentadoria mesmo que você não tenha um trabalho regular. Porém é necessário ir ao sindicato para emitir a guia para pagamento da contribuição sindical.
Fontes:
www.testedeelenco.com.br
www.somaivivo.com.br
Revisão: Fernando Gundlach

Efeito Rock N Rio

 E interessante o impacto que o festival causa no mercado do entretenimento brasileiro , tenho acompanhado nas redes sociais inúmeros comentários comparando os shows brasileiros e internacionais. Um misto de inveja construtiva e derrotismo se alterna na maioria dos comentários,

Vou tentar analisar o efeito Rock N Rio primeiro deixando claro que ELES criaram o show business e o mercado do entretenimento brasileiro ainda engatinha como uma criança de pouca idade , temos acesso a quase os mesmos equipamentos e informações mas o que nos difere e a maneira como utilizamos o que temos acesso, e o mais gritante, como fazemos a mesmas coisas que os gringos , primeiro ainda nos achamos “os” artistas, com EGOS maiores que Júpiter, e finalizando falta comprometimento com o produto final ou seja o Show em si , a primeira diferença gritante e que os GRINGOS tratam o show como um espetáculo , em que tudo foi planejado e é milimetricamente executado todos os dias. O brasileiro tem dentro de si , o JEITINHO mania de se adequar a qualquer situação e que por outro lado acaba deteriorando o produto final , e podemos ver isso em toda nossa industria inclusive na de entretenimento, outra praga do nosso modo de ser e o” imediatismo”, ainda precisamos aprender a pensar a longo prazo. Nossos empresários não acreditam na longevidade dos seus artistas, mesmo os sucessos POP da atualidade , acredito que os leitores imaginam quem são varrem o país numa corrida louca caça níqueis que está longe do que chama uma turnê , shows sem conteúdo além da musica , o kit LED, fogos e bailarinos, não geram o impacto de um show roteirizado e criado para impactar o espectador.

Por outro lado os empresários e contratantes gastam o mínimo para viabilizar o evento , que muitas vezes precisa começar na madrugada , reparem que você faz a passagem de som num dia e o show acontece no outro, isso para que o bar venda muita cerveja, ter um show complexo na estrada que demande uma montagem demorada está fora de cogitação, o advento das consoles digitais que em outros mercados propiciou o aumento de complexidade da sonoridade dos espetáculos por aqui serviu para que o tempo de passagem de som diminuísse pois “ você tem a cena da console , e só chegar e espetar o pendrive que o show tá pronto né ?”

Já os aristas alguns deles ficam frustrados quando veem os grandes astros fazerem um show impecável num festival como o ROQUINRIO e em alguns casos passam por uma ressaca moral pós show querendo entender o porque não conseguem fazer o mesmo. Mas esquecem que uma turnê americana passa por uma concepção cênica feita por pessoas que fazem isso a anos , e não parentes e amigos próximos que acham que entendem de fazer shows. Depois da concepção técnicos viabilizam as ideias , muitas vezes criando aparatos e traquitanas que possam ser montadas e desmontadas rapidamente , depois são feitos exaustivos ensaios técnicos para que tudo funcione como uma maquina bem azeitada, com planos “B” e peças reservas para que tudo funcione perfeitamente só então o show vai para estrada. Um detalhe as equipes não são pequenas nem mal remuneradas e todos estão comprometidos totalmente para que o espetáculo aconteça.

O RNRIO vai passar e todos os comentários serão esquecidos e tudo ficará como antes no mercado de entretenimento brasileiro até o próximo grande festival aqui na terra dos TUPINIQUINS.

16.09.13

Anonymous chama o backstage para ir as ruas

Nesses dias de manifesto, descontentamento e luta pelos direitos civis muito se ouviu falar no grupo Anonymous…. : Este grupo é uma comunidade online descentralizada, atuando de forma anônima, de maneira coordenada, geralmente em torno de um objetivo livremente combinado entre si e voltado principalmente a favor dos direitos do povo perante seus governantes. Fonte Wikipedia

Mas o que tem haver o grupo com a comunidade do audio, a depender do ponto de vista TUDO e nada .

Fazendo uma analogia a maioria dos profissionais do backstate são:

Uma comunidade grande porém desorganizada , atuando de forma anônima, de maneira coordenada pelos nossos contratantes, geralmente em torno de um objetivo, que e fazer o mercado do entretenimento acontecer , os quais tem mais deveres que direitos e não conseguem se organizar para clamar pelos seus direios diante dos seus contratantes e seus governantes.

Muitos dos que irão ler esse texto concordando ou não com este ponto de vista, participaram das ultimas manifestaçoes de descontentamento nas ruas ou nas redes sociais, mas porém continuam reclamando baixinho sobre seus direitos, sobre a falta de representatividade monstrando uma total falta de consciência de classe faz com que milhares de profissionais que movem o mercado de entretenimento brasileiro permaneçam invisiveis até mesmo para os governantes deste pais.

Será que D.Dilma e seus pupilos sabem quanto de nós estamos mobilizados direta ou indiretamente na Copa das Confederaçoes ?

Baixando um pouco a esfera dos problemas para um nivél mais direto , porque será que cada dia os cachés em média estão mais baixos principalmente para os free lancers, estes principalmente deveriam ganhar mais , não por lucro mas sim porque ele tem que bancar todos os encargos que um empregado divide com o seu patrão ou empresa: Ou seja o caché de um freela tem que bancar: o 13 terceiro salário, férias , INSS , previdencia privada ( nosso equivalente ao FGTS ) e vou parar por aqui.
Falando em Números

Por exemplo para um caché de R$ 500,00 / evento

8% pro INSS

2,5% pro 13 salário :

2,5 pras Férias

10% pra Previdencia Privada

5% Plano de Saude

O que dá 28% de descontos , olhe que fui conservador nos valores , pensando assim o liquido final que você tem direito do seu caché é R$ 360,00 se você computasse todos esses encargos para você manter um caché de líquido de R$ 500,00 o valor real do caché seria R$ 690,00

Se liguem, além de aprender audio básico , um pouco de contabilidade e noções de administração cairiam bem, sua empresa ( VOCÊ ) vende um produto ( SEUS SERVIÇOS ), aprendam a gerir a sua carreira, algun poucos entenderam que algo precisa ser feito e algumas iniciativas estão acontecendo mas para que se tornem realidade precisam de pessoas interessadas e pensando da mesma forma.

Visitem nas no FACEBOOK e solicite um convite para participar:

Liga dos Profissionais do DF

Liga dos Profissionais do RJ

Liga dos Profissionais da BA

Liga dos Profissionais da PA

Liga dos Profissionais do PR

Comissão Represetativa do Profisionais do Bakstage SP

Apoiem essas iniciativas discutam seus problemas locais, se organizem.

Vamos aproveitar a maré de mudanças e mudar também os caminhos do Backstage

Lembrando sempre é muito mais que só 0,20 centavos